|
|
 |
 |
 |
 |

 |
|
15 destinos para suas férias
Senhoras e senhores, assim como vocês, o B.Coolt sai de férias, mas não sem antes lançar uma edição especial com 15 destinos de viagem de encher os olhos, ouvidos, pulmões e coração. Por fim, chegaram os tão esperados dias de dedicação a um par de chinelos... Não se zangue, mas enquanto você lê este editorial, muitos dos integrantes da magnífica equipe do B.Coolt estão em pleno vôo para alguma ilha deserta no Caribe ou para um esconderijo no frio Europeu. Hahahahaha... Já que sonhar é mais barato que uma passagem aérea nesta época do ano, nós preparamos uma viagem cinematográfica capaz de te levar para as entranhas de Santiago, Paris, Texas, Palestina, Indonésia, Kosovo, Teerã, Viena, Bells Beach, Buenos Aires, Detroit, Toronto, Formentera, Haiti e Nova York. Cada um dos filmes foi escolhido por leitores, amigos e colaboradores do B.Coolt para o seu deleite onde quer que vá, esteja ou fique. Recline a poltrona, afrouxe o cinto e boa viagem.
Obrigado por voar B.Coolt! Até 2010!
|
|
 |
|
 |
|
 |
 |
 |
 |
 |
A Culpa é do Fidel [La Faute à Fidel!], de Julie Gavras [2006]
Anna é filha de um casal burguês composto por um advogado espanhol e uma jornalista francesa. Sua casa tem um belo jardim, seu colégio católico só serve a pequenas damas e sua babá cubana prepara refeições elaboradas para ela e seu irmão François. Entretanto, seu universo cor-de-rosa é interceptado pelas recém-chegadas tia e prima espanholas em sua casa. As intrusas fazem semear o comunismo em seu pai, que resolve se engajar a causa de Allende no Chile. A partir daí, barbudos, bandeiras e bordões passam a fazer parte da vida da menina. Em seu novo e modesto apartamento, repentinamente ela tem que aceitar e se adaptar a nova política de sua família. Com humor e de maneira muito íntima, a diretora Julie Gavras imprime um olhar pessoal repleto de poesia e sem nenhuma pieguice.
[ por jp siqueira lopes]
|
|
 |
|
 |
 |
 |
 |
![99 Francs, de Jan Kounen [2007] 99 Francs, de Jan Kounen [2007]](http://www.b-coolt.com/content/image/revival/111.jpg)
 |
99 Francs, de Jan Kounen [2007]
Certos filmes servem para emocionar, outros para entreter. Alguns, no entanto, servem para lavar a alma. Não tenho nada contra a publicidade em geral, mas ela é responsável por boa parte das mazelas relacionadas ao consumo em excesso que, porque não dizer logo, é uma das principais causas da atual crise que assola o mundo. Mas por algum motivo estranho, a publicidade como instituição nunca é apontada nos estudos e teses sobre a decadência do ser humano moderno... Pois o diretor holandês naturalizado francês Jan Kounen, e seu excelente 99 Francs, vieram para mudar essa injustiça. O longa mostra os bastidores de uma grande agência de publicidade de Paris sem make up: reuniões patéticas, profissionais incompetentes, campanhas descartáveis, tijolos de cocaína e muito dinheiro. Lembra a publicidade de algum país abaixo do Equador? Corre na locadora, assista e lave a alma com este filme-sabão em pó. O efeito branco equivale ao da épica entrevista de Oliviero Toscani no Roda Viva dos anos 80. Ao fim você descobre que justiça existe, sim, só é difícil de encontrá-la debaixo de tantos slogans, cases, lay outs, branding concepts, bench marks...
[ por giuliano cedroni]
|
|
 |
|
 |
 |
 |
 |
![The Life of David Gale, de Alan Parker [2003] The Life of David Gale, de Alan Parker [2003]](http://www.b-coolt.com/content/image/revival/121.jpg)
 |
The Life of David Gale, de Alan Parker [2003]
Por aqui, pouco foi falado sobre The Life of David Gale, um filme inteligentíssimo produzido por Alan Parker e Nicolas Cage. A vida de David Gale [Kevin Spacey] gira em torno de uma amizade verdadeira, que chega a dar gosto, entre ele e Constance Harraway [Laura Linney]. Os dois professores universitários se unem na luta contra a pena de morte no Texas. Gale leva uma vida comum, se dividindo entre a família e a idolatria de muitos de seus alunos. Constance é frágil e aparenta ser solitária, daquela que só sai de casa para dar aula. Realidades diferentes, afinidades mil. Eles passam boa parte do filme mostrando o amor verdadeiro que pode existir entre um homem e uma mulher sem que as segundas intenções interfiram. Juntos, fundam uma ONG com o objetivo de provar que a pena de morte não é confiável e, a partir daí, acompanham todos os casos que estão sendo julgados no Estado. Perdem um a um. Depois de muito drama, a dupla encontra uma forma genial e agressiva de mostrar que a pena de morte não passa de uma enorme fraude, e entra em cena a jornalista Bitsy Bloom [Kate Winslet], que passa a investigar a vida de David Gale. Bloom é responsável pela revelação de toda a verdade.
[ por manuela rahal]
|
|
 |
|
 |
 |
 |
 |
 |
Va Savoir, de Jacques Rivette [2001]
Rivette, juntamente a Godard, Truffaut, Chabrol, Resnais e Rohmer [e porque não Agnés Varda], compõe o pilar da Nouvelle Vague, movimento do cinema francês deflagrado no final da década de 50. Va Savoir, para nosso azar, é o único filme [dos mais de 20] do mestre lançado em terras tupiniquins. Rodado já no século XXI, o diretor mostra que não perdeu a forma e, como um bom vinho da região de Bordeaux, suas notas apenas se aperfeiçoaram com o tempo. Nesta película, o francês esbanja, paradoxalmente, leveza e profundidade. Três casais: uma atriz e um manager e ator teatral, um professor de filosofia heideggeriano e uma ex-vigarista, e um casal de meio irmãos incestuosos formam um sexteto amoroso [ou melhor, um sexteto afetuoso] em meio às apresentações de uma trupe italiana em terras parisienses. Uma comédia a la française deliciosa.
[ por ricardo cavalcante]
|
|
 |
|
 |
 |
 |
 |
![War Photographer, de Christian Frei [2001] War Photographer, de Christian Frei [2001]](http://www.b-coolt.com/content/image/revival/123.jpg)
 |
War Photographer, de Christian Frei [2001]
Lançado em 2001, War Photographer nos possibilita entender o mundo e a realidade de um dos mais renomados fotógrafos de guerra da atualidade, James Nachtwey. Acompanhando o fotógrafo em áreas de conflito [como Palestina, Indonésia e Kosovo] por quase dois anos, o documentário foi praticamente todo captado com a câmera do diretor Christian Frei, e mais duas micro-câmeras adaptadas à câmera fotográfica de James, o que nos permite enxergar com o seu olhar, além de ouvir sua respiração, seus passos, sua dor e seu silencioso sofrimento, expressado de forma incrível em suas fotografias. Longe dos clichês dos filmes de Hollywood que retratam o tema de forma superficial, aqui o que se vê é a dura realidade, sendo em alguns momentos realmente impactante sem precisar do sensacionalismo que ronda esta área jornalística. Jim, como é chamado pelos amigos, acredita que esta seja a única maneira de evidenciar estes fatos reais, chamando a atenção do mundo para que eles não voltem a acontecer. Uma lição de fotojornalismo e compaixão pelo próximo.
[por marcelo naddeo]
|
|
 |
|
 |
 |
 |
 |
![Crimes de Autor [Roman de Gare], de Claude Lelouch [2007] Crimes de Autor [Roman de Gare], de Claude Lelouch [2007]](http://www.b-coolt.com/content/image/revival/114.jpg)
 |
Crimes de Autor [Roman de Gare], de Claude Lelouch [2007]
Judith Ralitzer é uma escritora de best sellers que vem sendo acusada de ser responsável pelo desaparecimento do homem que alegam ser seu ghost-writer. Enquanto isso, não muito distante dali, um serial killer, que atrai suas vitimas com números de mágica, escapa da cadeia para dar continuidade aos seus desvarios mentais. As rádios anunciam a fuga na calada da noite, momento em que uma bela e irritante moça é deixada por seu noivo no meio do caminho de um fim de semana com a família dela. Desconcertada e sem rumo, da de cara com um homem pra lá de esquisito que resolve querer ajudar, e acaba tendo que se passar por noivo da jovem por um dia. Ainda nesse ínterim, um professor escolar-pai de família decide vazar de casa, deixando mulher e filhos pouco antes de completar 10 anos de casado. Tudo ao mesmo tempo. E assim, como se Loki perambulasse pela França, as mentiras rolam soltas, e nós, meros espectadores, caímos em cada uma delas, até o momento que Claude Lelouch – autor do premiado Um Homem, Uma Mulher – estica suas pernas e realmente decide nos contar a verdade. Nem tudo é o que parece ser. Ou nao.
[ raphael botinno]
|
|
 |
|
 |
 |
 |
 |
 |
Coffee and Cigarettes, de Jim Jarmusch [2003]
Numa época em que falar de saúde virou hype e não há quase nada mais condenável do que um cigarrinho, nada melhor que uma pausa para assistir um filme sobre dois pequenos grandes prazeres da vida: café e cigarros! Coffee And Cigarettes é uma coleção de 11 curtas-metragens, em preto e branco, nos quais diversos personagens excêntricos, enquanto bebem café e fumam cigarros, discutem os mais variados e corriqueiros temas. É uma comédia brilhante sobre os vícios, alegrias e obsessões da vida. Isso sem falar no estrelado elenco: Steve Buscemi, Bill Murray, Cate Blanchett, Roberto Begnini e ainda Iggy Pop e Tom Waits… Mais uma vez, Jim Jarmusch mostra que um roteiro bem escrito vale muito, e que continua sendo o grande nome do cine independente norte-americano. Acho que está na hora do cafezinho, não? O cigarrinho só lá fora!
[ por renata grynzpan]
|
|
 |
|
 |
|
 |
 |
 |
 |
 |
Persepolis, de Marjane Satrapi e Vincent Paronnaud [2007]
“Morrer como mártir é injetar sangue nas veias da sociedade.” Até ver tais frases pixadas nas paredes de Teerã, aos 13 anos, a pequena Marjane Satrapi já estava conformada em trocar os tênis de marca e discos de rock pelo véu e salas de aula separadas dos meninos. Mas os adultos à sua volta passaram a sumir misteriosamente, e bombas caíam perto de sua casa, tudo em nome de Deus, claro. Por essas e outras, seus pais a mandaram para a Europa sozinha. Depois de uma adolescência conturbada em Viena, resolveu voltar para o Irã. E ali tentou refazer sua vida de véu na cabeça e com muito desaforo dos radicais religiosos. Casou-se, mas não segurou a onda e, depois de acabar a faculdade, foi embora novamente, para não mais voltar. Da França escreveu sua autobiografia em quadrinhos, e pouco tempo depois a transformou em filme, animação ganhadora do prêmio do júri e indicada à Palma de Ouro, tudo em Cannes.
[ por raphael bottino]
|
|
 |
|
 |
 |
 |
 |
 |
Glass Love, de Andrew Kidman [2004]
Glass Love é o mais belo, plástico, profundo e melancólico filme de surf já produzido. O autor, o australiano Andrew Kidman, fotógrafo, surfista, músico, jornalista, já havia dado sinais de que havia algo de novo a ser feito com Litmus, seu filme anterior, mas em Glass Love ele foi impecável. Da trilha, grande parte composta por ele e alguns amigos, à relação de pais e filhos surfistas, à fotografia e às ondas maravilhosas em dias de sol ou chuva em Bells Beach, na Austrália, ou numa praia qualquer da Irlanda, tudo no filme é uma declaração de amor ao nosso esporte. Glass Love é uma ode ao retrô e apesar das ondas, agrada àqueles que nunca pisaram numa prancha de surf.
[ por fernando costa netto]
|
|
 |
|
 |
 |
 |
 |
![Crónica de una Fuga, de Israel Adrian Caetano [2006] Crónica de una Fuga, de Israel Adrian Caetano [2006]](http://www.b-coolt.com/content/image/revival/110.jpg)
 |
Crónica de una Fuga, de Israel Adrian Caetano [2006]
Tortura, sadismo, injustiça, perseguição, terror psicológico. Cada país teve sua ditadura, mas estes elementos acabam por fazer parte de todo governo autoritário que se "preze", mais cedo ou mais tarde. Cabe aos cineastas abordarem o tema a partir das peculiaridades de cada governo. No caso da Ditadura Argentina [1966-1973], a cereja podre do bolo do autoritarismo militar era a Mansão Seré, um casarão abandonado que abrigava um centro de detenção clandestino, nos arredores de Buenos Aires. Em Crônica de uma Fuga, o roteirista Claudio Tamburrini conta sua própria história e trabalha em cima da angustia e da incerteza que viveu. À época, em 1978, Tamburrini [vivido por Rodrigo de la Serna] era um goleiro de 23 anos que foi "dedado" aleatoriamente por um conhecido preso e desesperado. Depois de 120 dias desgraçados na Mansão Sére, Claudio, seu amigo Guillermo e mais dois presos optam pela incerteza da fuga à angustia da vida em cativeiro.
[ por endrigo chiri]
|
|
 |
|
 |
 |
 |
 |
![True Romance, de Tony Scott [1993] True Romance, de Tony Scott [1993]](http://www.b-coolt.com/content/image/revival/122.jpg)
 |
True Romance, de Tony Scott [1993]
A direção não é dele, só o roteiro. O que não impede Amor à Queima Roupa de ser um Tarantino legítimo, puro, escocês. Na mão de qualquer outro não passaria de um prosaico filme de amantes em fuga, mas ele tira leite de pedra. Quem mais poderia imaginar uma história de amor começando em Detroit? E um mocinho que recebe conselhos de um Elvis Presley imaginário? Ok, ok, Christian Slater está longe de ser o protagonista dos sonhos, mas depois de vê-lo em ação com Patrícia Arquette, não queremos ninguém em seus lugares. O resto da patota dispensa comentários: Christopher Walken, Dennis Hopper, o camaleão Gary Oldman e o Soprano James Gandolfini são a mais pura tradução de supporting cast. É um daqueles filmes para ser assistido várias vezes, até decorar os diálogos impagáveis. Um deles, em que o personagem de Hopper explica para o gangster Walken que os sicilianos descendem dos africanos, está entre os melhores de todos os tempos e nos faz agradecer à Dona Connie e Seu Tony de terem trazido Quentin ao mundo.
[ por ricardo grynzpan]
|
|
 |
|
 |
 |
 |
 |
 |
Festival Express, de Bob Smeaton e Frank Cvitanovich [2003]
“Free your mind and your ass will follow.” Foi o que esse pessoal fez, mas de trem. O ano era 1970, e o expresso fretado saiu de Toronto tendo como paradas três festivais. E como passageiros, apenas produtores, grupies e músicos como Janis Joplin, Buddy Guy, Grateful Dead, The Band e muitos outros. Tudo filmado. Só de pensar, cai uma lágrima, mas já no primeiro show rola muito som e confusão, pois a platéia queria que os concertos fossem de graça. Após o confronto de jovens com a polícia, Jerry Garcia deu um jeito e abriu os portões. Todos felizes e em paz. Todos, menos os produtores, que levaram um belo preju. Mas naquele ponto da viagem, já era tarde, e ainda faltavam cinco dias incessantes de festa, jams e amor livre – sempre rumo ao Oeste. Os diretores reuniram todo o material e lançaram este documentário sobre uma viagem que abalou o Canadá.
[ por raphael bottino]
|
|
 |
|
 |
 |
 |
 |
![Lucía y El Sexo, de Julio Medem [2001] Lucía y El Sexo, de Julio Medem [2001]](http://www.b-coolt.com/content/image/revival/120.jpg)
 |
Lucía y El Sexo, de Julio Medem [2001]
O filme já começa com uma cena que dá vontade de viver sonhos de verão. É noite em alguma praia espanhola e a lua está cheia, iluminando o azul profundo do mar. Numa dança submersa, um casal se enlaça pela primeira e última vez. Sem que ele saiba, ela fica grávida. Esse é só o começo de uma história cheia de mistérios e reviravoltas. Julio Medem, também diretor de Os Amantes do Círculo Polar, utiliza mais uma vez a quebra da linearidade para dar cadência ao enredo. Há cenas de sexo explícito, bem light, como sugere o título, mas o mistério que envolve Lucía [Paz Vega] a leva também para um universo angustiante, mesmo inserida numa magnífica paisagem, a ilha de Formentera, na Espanha. Lucia e o Sexo é daquela rara espécie de filme, hoje quase em extinção, cuja amplitude precisa ser absorvida sem tanta objetividade. Permite ao espectador a tarefa de preencher os hiatos premeditados pelo autor e deixar a subjetividade mediar a relação com as imagens. Akira Kurosawa chamava isso de essência cinematográfica. Os mistérios da vida e das emoções, dessa imprecisão denominada destino, são mantidos envoltos em dúvidas. Não há certezas. Não é à toa que o filme faturou 11 Goyas, o Oscar espanhol.
[ por piti vieira]
|
|
 |
|
 |
 |
 |
 |
 |
Ghosts of Cite Soleil, de Asger Leth e Milos Loncarevic [2006]
Esse filme só foi exibido no Festival de Cinema do Rio de Janeiro e nunca entrou em cartaz. Uma pena. Produzido pelo ex-fugee Wyclef Jean, conta a história da favela mais pobre do Haiti, Cite Soleil, e dos irmãos Billy e 2Pac, líderes de gangues que controlavam a área, os tais fantasmas do título. Acontece que essas gangues eram abastecidas pelo ex-ditador Jean-Bertrand Aristide e o filme mostra a relação dos dois com a queda do general. Se um quer ser rapper, o outro gostaria de promover ao seu povo uma vida melhor, mas a nenhum dos dois é dada a chance. As mazelas do Haiti são o pano de fundo para a história desses irmãos que procuram uma maneira de sair dessa vida, contando com a ajuda da voluntária francesa Lele.
[ por renata simões]
|
|
 |
|
 |
 |
 |
 |
![Buffalo 66, de Vincent Gallo [1998] Buffalo 66, de Vincent Gallo [1998]](http://www.b-coolt.com/content/image/revival/107.jpg)
 |
Buffalo 66, de Vincent Gallo [1998]
“O amor é importante, porra”. Pelo menos pra mim, pro Vincent Gallo, pro pixador que escreveu essa frase numa parede na Av. da Consolação... e, com certeza, pra mais uma porrada de gente. O apaixonar-se me parece um meio de estória que despreza seu fim. Cegueira à vista! Eis uma viagem feita só de partidas. E, por mais durão, a gente se pega fazendo carinho em gato, querendo ir a bazares de roupinhas hype, procurando todo e qualquer evento como desculpa para contato. Nos toma de assalto, sem dó. Faz tudo acelerar, parar, mas nunca, nunca, volta atrás. Me impressiona... e acho que é, mais ou menos, sobre isso este filme escrito, dirigido, produzido, atuado, montado e trilhado pelo sensível Sr. Gallo [talvez ele tenha feito mais coisas, mas é o caso de ver no imdb]. Uma ode ao espírito livre, com a loiríssima Christina Ricci e os nada derrubados Ben Gazzara, Mickey Rourke, Rosanna Arquette e Anjelica Huston. E já que estou me arriscando, me despeço com Leopardi: “Assim, no meio desta imensidade o meu pensamento se afoga; e o naufragar me é doce neste mar".
[ por peppe siffredi]
|
|
 |
|
 |
 |
 |
 |
 |
 |
Jorge Colombo > Diretor e Editor [ jorge@b-coolt.com ]
Endrigo Chiri > Editor [ endrigo@b-coolt.com ]
Camila Pompeu > Coordenadora [ camila@b-coolt.com ]
Projeto Gráfico > COLOMBO STUDIO
colaboraram nesta edição> JP Siqueira Lopes, Giuliano Cedroni, Manuela Rahal, Ricardo Cavalcante, Marcelo Naddeo, Raphael Botinno, Renata Grynzpan, Fernando Costa Netto, Endrigo Chiri, Ricardo Grynzpan, Piti Vieira, Renata Simões e Peppe Siffredi
política de privacidade> Todas as assinaturas do B-Coolt são ativadas pelo nosso site, após a aprovação do destinatário. Para alterações de e-mail ou senha, acesse www.b-coolt.com. Em nenhuma circunstância seu endereço de e-mail será cedido ou vendido a terceiros. Toda informação pessoal é confidencial. |
|
|
|
 |
|
 |
|